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Análise: Seed of Life (versão PC) - NerdCorner

Análise: Seed of Life (versão PC)

análise por: TinyKing a: 2021-08-11 às: 17:52:40

Seed of Life é um jogo ambicioso para um pequeno estúdio, que aspirou alcançar algo que estava fora do alcance.

Neste jogo de ação aventura com elementos de plataformas e puzzle à mistura, nós interpretamos Cora, uma jovem que habita com o seu avô, um planeta que foi invadido por uma raça alienígena, os Namurians, que consumiram todo o "lumium" do planeta, a sua força vital, deixando o planeta à beira da destruição. Quando o seu avô desaparece, Cora decide abandonar o conforto da sua casa para salvar o planeta do seu inevitável fim e encontrar o seu avô, para tal, terá de encontrar a "Semente" que de acordo com os livros deixados pelo seu avô tem o poder para revitalizar o planeta.

Desde o primeiro momento que tomamos o controlo de Cora, é notável que o jogo está longe de ser uma experiência suave, os movimentos que Cora efetua são pouco fluidos e animações simples como correr, saltar ou até pequenas interações com objetos não parecem naturais. O jogo é pouco intuitivo, o que gera alguma confusão na fase inicial e não é claro aquilo que é possível fazer e que áreas se pode explorar, felizmente, o jogo não nos castiga muito se deixarmos a Cora morrer, voltamos simplesmente ao último checkpoint visitado.

Ainda na fase inicial, encontramos um artefacto alienígena, o talismã, que nos vai permitir adquirir e utilizar algumas habilidades que vão permitir que Cora consiga ultrapassar os obstáculos que tem pelo caminho. Primeiro temos de encontrar as "pétalas", umas pedras roxas que mantêm ativo um escudo que nos impede a passagem, levando essas pétalas a um pedestal (uma espécie de santuário), podemos depois de resolver um pequeno puzzle que descreve um símbolo específico recebemos uma nova habilidade.

Entre as habilidades disponíveis temos a visão, que nos permite ver feixes luminosos que nos indicam pontos de interesse e plataformas que nos permitem alcançar locais que à primeira vista parecem inalcançáveis (embora a habilidade se chame visão o que nos permite supostamente ver coisas que o olho nu não vê, estas plataformas desaparecem mesmo se desativarmos a habilidade, ou seja, se tivermos em cima de uma plataforma, caímos se desativarmos a habilidade). A segunda habilidade gera uma bola de luz que nos permite ver no escuro, uma habilidade que utilizei duas ou três vezes ao longo do jogo. A terceira habilidade é um poder regenerativo, em vários locais do planeta a Cora perde vida aos poucos e esta habilidade é essencial para a sua sobrevivência. O quarto poder para além de permitir que Cora dê saltos mais longos é um melhoramento na qualidade de vida, porque aumenta consideravelmente a velocidade a que ela se desloca, chamemos-lhe o sprint. As últimas duas habilidades, o magnetismo e o controlo são utilizadas apenas na fase final em duas ou três situações.

Devem ter reparado que ao descrever as habilidades, referi que metade delas são pouco utilizadas, isto deixa-me com a sensação que o jogo deveria conter mais conteúdo e pior que isso, isto faz com que a resolução dos puzzles se torne muito fácil, porque apenas as habilidades mais utilizadas acabam por ser sempre a solução. A MadLight optou mal quando decidiram criar várias mecânicas que acabaram por contribuir pouco ou nada para a experiência, quando deviam priorizar as suas melhores ideias e ter criado puzzles e secções mais criativas.

Tal como o planeta precisa de lumium para sobreviver também a Cora precisa de lumium para utilizar as suas habilidades, sem lumium a Cora é uma adolescente normal e a única maneira de adquirir ou recuperar lumium é através de plantas luminosas ou regressando a um pedestal, que basicamente funciona como um checkpoint. As plantas para além de recuperarem lumium em poucas quantidades aumentam também o valor máximo do lumium, o que é aconselhável perder um pouco de tempo a coletar estas plantas e tal como uma das mensagens visíveis no ecrã de loading "mais lumium = mais diversão", pena que os produtores tenham se esquecido do seu próprio conselho, porque tal como acabei de referir, o lumium não se regenera sozinho e não existe itens que possamos carregar, então geram-se vários momentos onde, ou temos de voltar para trás para um pedestal (neste caso mais vale deixar a Cora morrer), ou temos de ficar parados junto às plantas enquanto estas nos dão lumium lentamente e em poucas quantidades. Não há lumium = não há diversão.

Não existem muitos perigos, para além do próprio planeta em si, que nos impeçam de progredir. Não existe qualquer tipo de combate (a não ser que consideremos, um extraterrestre de estatura baixa agarrar-se à Cora enquanto nós carregamos repetidamente num botão para ela se soltar, combate). Ação furtiva resume-se a ficar de fora do raio de alcance dos Namurians que é delineado por um circulo vermelho (a Cora pode-se agachar, mas para além de ser utilizado passar por baixo de um tronco e duas pedras não tem qualquer utilidade).

O planeta de Lumia apesar de ser um local perigoso e em decadência consegue ter vistas maravilhosas, considero mesmo o grafismo dos ambientes o melhor aspeto do jogo, já as personagens parecem saídas de uma animação de plasticina, não que isso seja negativo, até gostei bastante da atenção ao detalhe que deram às vestes do avô da Cora, podiam ter tido a mesma atenção com a personagem principal. Louvo o estúdio pelo seu trabalho no aspeto visual, mas afirmar nas características do jogo que o mesmo tem gráficos AAA, hmmmm, não exageremos. No departamento sonoro as coisas complicam-se um pouco mais, tanto temos bonitos sons de cascatas e água do riacho a correr, como temos sons de passos em terra, pedra, lama, representados pelo mesmo som e sons de pedras a caírem que parecem objetos largados em cima de uma mesa. Tanto temos melodias bem trabalhadas que se encaixam bem no tema de exploração do desconhecido, como temos um trabalho de vozes de fraca qualidade, que não sabem mostrar emoção e nem acertam por vezes com a acentuação, independentemente de achar a voz da personagem principal um pouco irritante, embora se encaixe bem na personagem.

Não querendo ser demasiado duro com um estúdio pequeno que tentou algo mais ambicioso, não posso de boa consciência recomendar Seed of Life. As cerca de dez horas que passei no bonito planeta de Lumia não foram suficientes para me fazer esquecer as animações pouco trabalhadas, jogabilidade básica sem nada que distinga este dos restantes jogos, mecânicas que não foram devidamente testadas e que geram momentos aborrecidos (como ficar parado junto a uma planta durante mais de um minuto para recuperar lumium e não ter um caminho alternativo para regressar de um percurso feito pelos cubos magnéticos) e puzzles de fácil resolução devido às habilidades implementadas serem pouco utilizadas.

 

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