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Análise: Mask of Mists (PS5) - NerdCorner

Análise: Mask of Mists (PS5)

análise por: TinyKing a: 2021-09-02 às: 05:52:24

Um pequeno, mas charmoso jogo de puzzles na primeira pessoa que vai fazer-te coçar o cérebro, mas não vai fazer-te puxar pelos cabelos.

A nossa personagem é encarregada de encontrar um Archmage (uma espécie de feiticeiro poderoso) que desapareceu sem deixar rasto. Porquê? Não faço a mínima ideia. Será que somos um detetive privado? É possível! Quem é o Archmage? É um senhor de meia idade que se veste com robes e tem um bastão que suponho que seja mágico. Onde quero chegar com isto? Não sei bem, mas provavelmente quero mostrar que neste jogo não existe muito em termos de história nem em desenvolvimento de personagens, no entanto, isso não me impediu de querer continuar a seguir em frente e desvendar todos os mistérios deste mundo colorido.

Depois de sermos teleportados magicamente para o local onde o Archmage desapareceu, somos apresentados a este misterioso mundo através de uma visão na primeira pessoa sem grandes explicações, com a exceção do pequeno tutorial logo no início que nos explica de forma prática e clara todos os movimentos e habilidades que temos ao nosso dispor, coisas básicas como andar, saltar, pegar e atirar objetos, etc. A interface do jogo apesar de ser minimalista é intuitiva e ajuda-nos com pequenos ícones que assinalam pontos de interesse, coisas que podiam ser facilmente ignoradas e iriam dificultar desnecessariamente o progresso. 

Ainda assim, o jogo não nos dá todas as respostas de mão beijada e por vários momentos vamos ter que parar para pensar, não fosse a resolução de puzzles o foco principal de Mask of Mists. O nosso objetivo é encontrar o Archmage e o nosso principal inimigo não é um planeta hostil cheio de monstros e perigos, mas sim, puzzles... alguns de nós temos mais medo de puzzles do que de monstros sedentos por sangue. Muitos dos puzzles requerem objetos ou pistas que não possuímos no momento em que os encontramos, por isso, não só vamos ter de colocar os neurónios a trabalhar como temos de puxar pela memória (ou fazer batota e apontar tudo num bloco de notas... é o melhor, oiçam o que vos digo).

Os puzzles em si, estão muito bem elaborados e passam de coisas simples como um objeto em falta, criação de poções e pequenos enigmas que precisam de ser lidos com alguma atenção, a puzzles mais complicados que requerem a combinação de várias ações, mas o importante a assinalar aqui, é que o jogo faz um excelente trabalho a guiar-nos através destes puzzles com dicas subtis e intuitivas, com a ajuda do nosso imprescindível livro de anotações. Posso dizer que nunca me senti perdido, sem saber o que fazer e ao resolver os puzzles, aquele sentimento de satisfação por alcançar algo por mim mesmo esteve sempre presente.

O jogo é composto por uma área interligada, que de início tem vários locais que não podemos aceder, mas isso muda à medida que vamos resolvendo alguns dos puzzles e adquirindo novas ferramentas. Existem também 6 masmorras com os seus próprios puzzles e perigos que conseguem ser um pouco mais desafiantes, mas nada por aí além.

Existe também, combate em Mask of Mists, mas foi claramente uma mecânica de segundo plano, algo para nos entreter enquanto pensamos nos malditos puzzles, o que é pena porque está muito bem produzido e podia ter tornado o jogo mais longo, mais desafiante e mais divertido ainda. No total existem apenas três tipos de inimigos, um slime que nos persegue enquanto nos tenta dar umas trincas, um bicharoco esguio que cospe umas bolas de gosma que nos deixa lentos e um cogumelo enorme com pernas que nos dá pontapés, para os matar temos ao nosso dispor uma espada que utilizamos pressionando apenas o botão de ataque, uma arma de fogo para ataques de longo alcance e o importante dash que nos permite desviar dos ataques. Se ao menos houvesses mais inimigos e pudéssemos controlar os movimentos da espada como, por exemplo, ataques verticais para eliminar inimigos que tivessem protegidos de ataques horizontais. Mas estamos claro, a falar de um estúdio pequeno com fundos limitados e o que fizeram, fizeram muito bem.

Esteticamente o jogo tem um aspeto "cartoonish" com cores vivas e com ambientes muito bem detalhados, pena claro, não haver muita variedade para além da área exterior verdejante com casas rústicas e ruínas, das masmorras que têm todas o mesmo aspeto e que se parecem como uma masmorra genérica feita de pedra (podiam ter puxado mais pela imaginação aqui) e mais algumas áreas que não vos vou revelar, que são uma lufada de ar fresco, mas que infelizmente não consomem muito tempo de jogo. Um pequeno aparte, adoro o efeito de quando entramos numa nova área, onde parece que estamos a ver a área a ser desenhada à frente dos nossos olhos, muito bom.

As músicas são melodias suaves que nos permitem relaxar enquanto o nosso cérebro trabalha a 200km por hora, no entanto, para além de não haver muita variedade (uma música para a área principal interligada e uma música para as seis masmorras), são músicas que ouvimos constantemente ao longo do jogo e podem-se tornar repetitivas depois de um bom par de horas. Os efeitos sonoros também são sólidos, tanto o som dos diferentes mecanismos a funcionarem, como os barulhos emitidos pelos monstros e a nossa espada a cortá-los em bocados.

Mask of Mists é um joguinho... pequeno, muito pequeno, mas sólido e divertido. Do pouco que faz, faz muito bem, não encontrei um único erro no jogo e a única coisa que posso apontar é a falta de variedade e longevidade. Prefiro mil vezes um jogo curto que se foque em poucos aspetos e os trabalhe bem, do que um jogo com várias ideias pouco desenvolvidas e mal otimizadas. Vão encontrar aqui uma tarde bem passada para jogar a solo ou com amigos e familiares, costuma-se dizer que duas cabeças pensam melhor que uma.


Pontos Positivos: Pontos Negativos:
  • Puzzles criativos
  • Combate simplificado mas sólido
  • Gráficos cartoonish detalhados
  • Longevidade
  • Pouca variedade de inimigos, ambientes e músicas

4/5

 

 

 


 

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