A Dark Lord produtora do Glitchpunk não esconde que retirou a inspiração para o seu jogo, principalmente do Grand Theft Auto 2 e para os milénios que apenas conhecem o GTA no seu formato tridimensional atual, era um jogo de ação com a mesma temática da criminalidade, só que visto de cima para baixo e com gráficos bem mais modestos, comparando claro com o que temos hoje em dia. A isto, junta-se uma pitada de cyberpunk, que é uma temática de ficção científica que ocorre num futuro próximo sem lei numa sociedade opressiva dominada pela tecnologia informática e temos a receita para o Glitchpunk.
Antes de começar a esmiuçar este título, quero relembrar que o jogo encontra-se disponível apenas através do Acesso Antecipado no Steam, ainda muito longe do seu lançamento completo e por esta razão vou ser um pouco mais compreensivo com estado atual em que o jogo se encontra, à partida quando nos metemos num acesso antecipado, sabemos que vamos encontrar um jogo ainda em desenvolvimento, mal otimizado e com muitos bugs. Eu apenas vou procurar informar-vos sobre tudo o que vão poder encontrar na atual versão e à medida que o jogo vai recebendo novas atualizações e novo conteúdo, irei igualmente atualizar este artigo, por isso, não considerem isto uma análise do Glithpunk, pois essa análise virá apenas quando o jogo sair do Acesso Antecipado e a versão completa chegar ao mercado.
Portanto, em Glitchpunk somos um android que acabou de chegar à pequena cidade de New Baltia, uma cidade controlada por três fações que estão em conflito umas com as outras e para as quais vamos fazer alguns trabalhos duvidosos. Não existe muito em termos de história, não conhecemos muito sobre a nossa personagem nem sobre os líderes das fações, mesmo quando terminamos todas as missões de uma fação, o que é pena porque no fim de cada uma delas temos uma cinemática emocional, que poderia ter mais impacto caso tivéssemos mais tempo para conhecer estas personagens, mas apenas com cerca de 10 missões para cada uma delas não há muito tempo para se desenvolver um enredo muito elaborado.
Quem já jogou ao GTA 1 ou 2 sabe exatamente o que vai encontrar em Glitchpunk, um jogo de ação visto de cima para baixo, onde a cidade é o nosso recreio, podemos passear por ela a pé ou num veículo (roubado cofcof), ouvir os pedestres, ou fazê-los falecer com socos ou com armas de fogo, mas claro com as consequências óbvias em forma de polícia que nos espanca e enche de buracos sem pensar duas vezes. O progresso pelo jogo é feito em forma de missões, temos várias à escolha, sempre associadas a uma das três fações e cabe-nos a nós decidir qual o caminho que queremos tomar e qual o futuro que queremos dar à cidade. Novamente, bem poderia estar a descrever um dos velhos GTA.
O jogo consegue ser divertido, quando não está a ser afetado por mau desempenho (preparem-se para ver o vosso PC a transpirar), quando não estamos a ser afetado por bugs chatos que nos impedem de terminar uma missão, selecionar opções nos menus, que nos crasham o jogo completamente e até quando me congelou o PC e tive de o desligar carregando no botão (a meio de uma stream). Posso dizer que o tempo que passei a lutar contra os problemas técnicos do jogo, foi muito maior que o tempo que passei a divertir-me, o que é pena porque o jogo tem ideias e mecânicas muito interessantes que o tornam numa clara evolução dos títulos originais da Rockstar (DMA Designs na altura).
Para além das ações comuns como correr, saltar, dar socos e disparar armas, temos os módulos que nos dão certos poderes, poderes esses que aumentam as nossas capacidades de forma passiva ou deixam-nos provocar alterações nos NPCs, como deixá-los agressivos ou burros. Podemos também utilizar itens que nos dão certas vantagens em situações complicadas, como o habitual medkit que nos restaura os pontos de vida, ou cocktails de drogas que nos deixam invulneráveis, ou que abrandam o tempo por breves momentos.
Como já referi, ainda não há muito para fazer em Glitchpunk, a cidade de New Baltia não tem muito para explorar e por vários momentos parece estar deserta, com poucas pessoas e veículos a circular pelas ruas, especialmente nos momentos em que mais precisamos deles. As missões de cada fação podem ser completadas em poucas horas, menos ainda se não tivéssemos constantemente a lutar contra os bugs, algumas conseguem ser bem interessantes e desafiantes, estão bem estruturadas com vários objetivos, só que outras nem por isso.
Em termos de apresentação, visualmente, o jogo precisa de ser mais e melhor trabalhado, é difícil distinguir os pedestres comuns dos membros das fações e da própria polícia, a cidade tem um aspeto muito industrial e parece que está sempre de noite, penso que tendo em conta a temática cyberpunk necessita de muito mais cor, estruturas futuristas, (quer dizer, as missões são dadas por cabines telefónicas, numa sociedade com androids) e tendo em conta que estamos presos a uma câmara vista de cima, é necessário uma melhor distinção entre os diferentes planos e locais por onde podemos ou não passar. Num pequeno à parte, gosto do pequeno detalhe dos líderes para quem estarmos a trabalhar, serem representados por várias imagens que mudam conforme o estado de espírito dessa personagem.
Já no departamento áudio não tenho nada a apontar (à excessão da cidade que precisa ser mais barulhenta, que mais parece estarmos numa aldeia do campo), os efeitos sonoros funcionam bem para os seus devidos efeitos, sirenes da polícia, tiros dos diferentes tipos de armas, barulho dos veículos em andamento, etc. Existem também quatro estações de rádio com temáticas diferentes, desde a religiosa Radio MESSIAH, à rocalhada da pesada GEAR FM, também gosto bastante da música que dá sempre que estamos a ser perseguidos pela polícia, até dá vontade de provocar o caos na cidade, culpo a música como é óbvio.
É bom podermos ter acesso aos jogos que achamos interessantes, mesmo quando ainda se encontram nas fases iniciais do seu desenvolvimento, não só podemos matar a curiosidade, como podemos ajudar os estúdios não só em termos monetários como é óbvio, como podemos dar feedback e ajudar ativamente no desenvolvimento do jogo, mas os estúdios têm que ter um certo cuidado e garantir que o seu jogo tem algo de substancial que faça valer a sua compra. E é nesse aspeto que penso que a Dark Lord se precipitou, não só lançaram um jogo com muito pouco conteúdo, como disponibilizaram algo que ainda se encontra muito mal otimizado e que proporciona mais momentos de irritação do que satisfação e isso pode provocar o efeito oposto do desejado, que é cativar o jogador e não fazê-lo perder o interesse no projeto. A meu ver, se estão interessados no Glitchpunk, devem aguardar por mais algumas atualizações que deixem o jogo mais estável e que introduzam um pouco mais de conteúdo.
Aquisições #1 - Viagem a França
Foram muitas as aquisições feitas na nossa primeira visita a França. Ficámos a conhecer a cadeia de lojas Dynamite Games que são sempre uma caixinha d
Final Fantasy VII Rebirth Collectors Edition Unboxing
Final Fantasy VII Rebirth Collectors Edition Unboxing
Mais uma edição colecionador que deixa algo a desejar por parte da Square Enix. Espero que façam melhor na última parte do Remake.
A Analogue Duo Chegou! Será que Vale o Investimento?
A Analogue Duo Chegou! Será que Vale o Investimento?
Foram cerca de 300€ pela consola mais envio, 7 meses de espera e mais a facada na carteira dos custo aduaneiros mais conhecidos por alfândega, no tota
UNBOXING: FINAL FANTASY XVI Collectors Edition
UNBOXING: FINAL FANTASY XVI Collectors Edition
Mais uma grande edição de colecionador da Square Enix.
Unboxing: TLoZ Tears of the Kingdom Collector's Edition
Unboxing: TLoZ Tears of the Kingdom Collector's Edition
Não tem uma estátua, mas tem muita qualidade.
Desloca-te de barco, trepa, interage e explora as bonitas ruinas de um mundo submergido.
|
SOBRE NÓS | POLÍTICA DE PRIVACIDADE | CONTACTA-NOS | |
|---|---|---|
| © NERDCORNER.PT | WEBSITE POR MÁRCIO REISINHO (TINYKING) |