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Análise: Merek's Market - NerdCorner

Análise: Merek's Market

artigo por: TinyKing a: 2021-09-24 às: 05:00:33

Está aberta a Black Friday na loja do Merek, cuidado para não serem espezinhados pela multidão eufórica, cuidado com artigos expostos porque quem parte paga e tomem atenção a possíveis espadas e lanças voadoras.

É impossível não associar Merek's Market a um jogo como Overcooked, onde a ação se desenrola atrás de um balcão, onde temos de pegar em matéria-prima e fabricar um objeto o mais rápido possível, enquanto o cliente que solicitou o dito artigo, se encontra à espera impacientemente pelo seu pedido e quanto mais eficazes formos a fabricar o artigo e a efetuar a entrega melhor será a recompensa, seja ela qual for.

E basicamente Merek's Market é isto, obrigado por terem lido a minha análise e até à próxima.


Agora fora de brincadeiras, neste jogo, vamos ser o proprietário de uma loja de artesanato, o Sr. Merek, que terá de se preocupar com uma grande quantidade de problemas para tornar a sua pequena loja num grande espaço comercial, onde qualquer cavaleiro de renome possa comprar o seu precioso equipamento com tranquilidade. Primeiro temos de aprender a receita para qualquer um dos artigos que temos de fabricar e é aí que entra a nossa amiga Tess que aparece ao longo da nossa viagem rumo ao sucesso, sempre com novas receitas adquiridas de maneiras muito parvas (o jogo não se leva muito a sério e procura sempre inserir um pouco de humor em qualquer situação ou interação), depois temos de decorar essa receita e tentar recriá-la da forma mais eficiente possível, entregar ao cliente e concluir a transação com uma sequência de botões se estivermos a jogar com um comando ou escrevendo uma palavra como "SELL" ou "VALUE" no caso do rato/teclado. Até aqui não parece muito complicado, mas obviamente este é apenas o começo e à medida que vamos avançando na história... hmm deixem-me reformular, porque não se pode dizer que exista aqui uma história... à medida que vamos avançando nos níveis, a dificuldade vai aumentando e novas variáveis vão sendo introduzidas como, negociar com clientes que procuram artigos específicos, infestações de ratos que provocam danos na loja e criação de poções mágicas.

Controlar o Merek nem sempre é a experiência suave que deveria ser, especialmente quando se procura aquela pontuação épica que nos vai levar à fama das tabelas de pontuação, com uma câmara posicionada de cima para baixo temos uma visão completa do nosso estabelecimento (pelo menos até chegarmos aos níveis mais avançados onde a loja é composta por múltiplas divisões), os controlos até são bastante sólidos, mas infelizmente sofrem de alguns problemas que tornam a jogo mais complicado e por vezes desesperante como, por exemplo, a personagem ficar presa em todos os cantos da loja, ou quando estamos perto de dois, ou mais objetos a personagem consegue sempre fazer o feito de apanhar o objeto que não precisamos no momento (estes problemas afetam particularmente o modo multijogador quando o espaço é mais reduzido e o caos é maior).

O jogo é composto por 50 níveis no modo para um jogador e em cada dez níveis temos um "boss" ou um desafio especial, onde temos de construir um projeto mais ambicioso como uma estátua, ou uma discoteca (não estou a inventar) e este está longe de ser o desafio mais ridículo, mas são situações engraçadas tendo em conta o contexto e as razões dadas para as suas construções, para além disso, os minijogos introduzidos durante a construção do projeto proporcionam momentos de tensão para os que querem fazer o melhor tempo e quebram a rotina. Passando o boss, somos recompensados com uma nova loja, que trás novos e mais complicados desafios.

A longevidade do jogo está na repetição dos níveis para alcançar a melhor pontuação, ou melhor tempo possível e não é difícil conseguir um bom tempo, porque os níveis são sempre iguais, ou seja, os clientes que aparecem num determinado nível são sempre os mesmos e pedem sempre os mesmos artigos, por isso, é possível memorizar ou até mesmo anotar quais são os artigos necessários e a sua ordem para cada nível, apenas a execução irá fazer a diferença na pontuação e é aqui que os problemas que mencionei dois parágrafos acima podem causar certa irritação e desespero e como se isso não bastasse em certos níveis temos que ver obrigatoriamente uma conversa entre as personagens até podermos começar o nível (agora imaginem terem de ver a mesma interação demorada, múltiplas vezes sempre que tentam bater o melhor tempo).

O jogo foi claramente projetado para um só jogador e isso nota-se facilmente quando entramos no modo co-op, que reutiliza a maioria dos cenários do modo de um jogador, com a mesma estrutura de níveis, incluindo até os mesmos bosses, mas retira por completo as conversas com os NPCs que são das melhores características no jogo e no caso de jogarem com amigos através de remote play (uma característica do Steam muito bem utilizada no jogo, que permite jogarem com amigos que não possuam o jogo), os vossos amigos vão perder o excelente humor e o contexto para os bosses. Outra característica retirada do modo co-op são os minijogos nos níveis dos bosses que como já referi acima, proporcionam momentos extra de tenção. Ao menos adicionaram algumas mecânicas que obriga o trabalho em equipa, coisas básicas como dividir o cenário (normalmente com barris) para cada jogador ficar com tarefas específícas, painéis de pressão no chão que abrem determinados caminhos, mas como disse são coisas muito básicas. Este modo podia ter tornado o jogo muito melhor e merecia ter levado muito mais atenção.

Nos cenários finais a loja é tão grande que a câmara foca-se apenas em cada divisão e quando andamos na correria de sala em sala os rápidos movimentos da câmara são um bocado desconcertantes e podem até provocar enjoo de movimento aos mais sensíveis, mas este problema afeta especialmente o modo co-op que como já disse, reutiliza os cenários do modo para um jogador, aqui o jogo faz duas coisas e nenhuma delas é particularmente ideal, se os jogares estiverem espalhados por todos as salas, a câmara afasta-se (faz zoom out) para apanhar a loja completa e os objetos ficam tão pequenos no ecrã que mal se consegue perceber o que estamos a apanhar, ou o que está em cima da mesa de trabalho, ou em cima da bigorna para fabricarmos os artigos. Se os jogadores estiverem relativamente perto, a câmara faz os rápidos movimentos tal como acontece no modo para um jogador, mas aqui foca-se nos movimentos do jogador 1, o que provoca ainda mais desconforto aos restantes jogadores que nunca sabem quando a câmara se vai movimentar.

O jogo apresenta um grafismo modesto com modelos 3D tanto para o cenário como para as personagens, que apesar de reutilizarem o mesmo modelo vezes sem conta para os clientes da loja com pequenas alterações ao nível das cores, estas conseguem ser bastante loucas (especialmente com aqueles olhos malucos) que se enquadram perfeitamente no estilo humorístico do jogo. As músicas também se encaixam bem no estilo medieval e os importantes sons que se deve ouvir numa loja de artesanato também estão bem representados. As vozes, mesmo sendo protagonizadas por pessoas inexperientes estão muito bem conseguidas, apesar de certos timings estragarem uma piada ou outra, ainda assim, aprovo o sotaque irlandês ou escocês que encaixa muito bem no tema do jogo (peço desculpa pelo possível engano aqui, mas não sou perito em dialetos).

Tenho muita pena que o modo co-op tenha ficado para segundo plano, porque poderia ter tornado o Marek's Market num excelente jogo de festa, tanto com modos cooperativos como competitivos, ainda assim é um jogo engraçado para se jogar a solo ou com amigos, mas dá-me uma certa raiva porque está aqui um jogo com muito potencial, mas infelizmente as limitações dos estúdios independentes são assim mesmo, tentar conseguir o melhor jogo com os poucos recursos que têm disponíveis. Pode ser que com futuras atualizações o jogo melhore.


Pontos Positivos: Pontos Negativos:
  • Humor 
  • Jogabilidade Caótica
  • Apresentação
  • Modo co-op precisava de mais carinho
  • Falta de modos de jogo
  • Mecânicas mal implementadas

3/5

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