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Análise: Making It Home (PC) - NerdCorner

Análise: Making It Home (PC)

artigo por: TinyKing a: 2021-09-27 às: 16:20:17

Esta Joaninha tem uma necessidade, necessidade por velocidade (hey! a catchphrase até que nem fica mal em Português).

Tenho que confessar uma coisa, durante as primeiras horas de jogo andei aos papéis com este jogo, algo que eu já sabia que pudesse acontecer quando decidi analisar um jogo sobre uma joaninha que constrói veículos, mas ainda assim, não esperava por tanta bizarria nesta mescla de géneros.

Ora, como explicar Making It Home (vou tentar, mas não vai ser fácil), este título das mentes (não sei se brilhantes se distorcidas) da Pill Bug Interactive, é uma mistura de várias géneros com foco na narrativa, construção, resolução de puzzles e ação de plataformas 2D com elementos roguelite.

Quando li sobre este jogo pela primeira vez, pensei que ia encontrar aqui uma história alegre, divertida com muita parvoíce e personagens malucas, nop nop nop nop nop, nooop nop nop, como eu me enganei, quer dizer pelo menos acertei na parte das personagens malucas. O nosso objetivo principal não é complicado de entender, a nossa filha faz anos e nós temos de chegar a casa a tempo da festança, até aqui tudo bem, o problema começa quando conhecemos as personagens que constituem esta estranha e disfuncional família, todas elas com personalidades fortes e complicadas, algumas bastante antipáticas e repletas de problemas pessoais. À medida que vamos passando pelos níveis, novas personagens vão sendo introduzidas e com cada interação ficamos a conhecer um pouco mais sobre elas e sobre a difícil dinâmica da família.

A estrutura do jogo pode ser dividida por partes, primeiro temos a fase da gestão/construção, onde temos de pensar e planear para o nível que se segue, o melhor veículo que nos permitirá obter os melhores resultados. A seguir temos a parte da ação e plataformas, onde numa perspetiva 2D lateral (um Sonic ou Super Mario dos velhos temos), controlamos a joaninha de forma a colocar a funcionar as diferentes secções do veículo, enquanto colecionamos moedas de forma a aumentar o nosso orçamento para a restante viagem e batalhamos contra as diferentes variáveis que alteram consoante os níveis. Passado o nível, temos a fase da narrativa onde conhecemos mais um pouco sobre as personagens e sobre o enredo em geral, estas interações variam consoante a nossa prestação no nível, quanto melhor o tempo e mais estrelas ganhas, mais ficamos a saber sobre esta peculiar família.

Vamos ter à nossa disposição, vários tipos de engenhocas que nos vão ajudar a ganhar velocidade (que é o aspeto mais importante no jogo tendo em conta o nosso objetivo), mas também nos ajudam a movimentar pelo veículo que à medida que vamos avançando começa a ficar enorme e difícil de navegar devido à grande variedade e complexidade dessas ditas engenhocas. Indo buscar os tais elementos roguelite que falei logo no início, entre os níveis podemos desbloquear novas engenhocas, que vão surgindo aleatoriamente (logo um pouco de sorte na compatibilidade destas vai ter alguma influência no nosso sucesso), no fim de cada ato (existem três) vamos poder guardar definitivamente uma destas engenhocas, aumentando assim as nossas probabilidades de sucesso quando começarmos a aventura novamente.

Como acabei de referir, eventualmente vamos ter um vasto leque de engenhocas à nossa disposição, cada uma com os seus efeitos próprios, umas servem simplesmente para dar propulsão ao veículo, como a propeller (uma ventoínha que tem de ser girada à mão ou por outros meios), o foguetão que explode depois de utilizado ou botões de pressão, outras servem para gerar energia que depois é utilizada por engenhocas elétricas como as turbinas (a mesma mecânica da propeller) ou os painéis solares, enquanto outras vão servir para nos ajudar a movimentar pelo veículo com maior facilidade, como os trampolins e os canhões, mas se tivermos criatividade suficiente, as engenhocas podem ser utilizadas em conjunto de diferentes formas e é aqui que se encontra um dos melhores aspetos no jogo que não só nos faz puxar pela cabeça como nos dá vontade de repetir os diferentes níveis para experimentarmos combinações diferentes e tentar alcançar o máximo de estrelas em cada nível.
Algo que podia ser melhorado é o controlo da dita joaninha, os controlos imprecisos (mais especificamente não dá para controlar o tamanho do salto algo que facilitava bastante a navegação pelo veículo), que por vezes não respondem aos nossos comandos e também ficamos facilmente presos nos vários objetos do veículo, que no momento da aflição e do caos causam alguns momentos de irritação.

Em termos da sua apresentação, o jogo tem um aspeto 2D muito básico que parece ter sido desenhado no Paint, mas em contrapartida os cenários parecem desenhos de aguarela, uma estranha combinação que até funciona e cria um efeito único, mas a estrela aqui é mesmo a banda sonora que tem uma qualidade muito superior à restante apresentação e pouco invulgar para um jogo que custa €12,49.

Esta foi uma experiência muito estranha, de início não me estava a divertir, os níveis custavam a passar, não tinha muito à minha disposição, a história e personagens eram muito estranhas com conversas muito vagas e desagradáveis, mas na segunda passagem o jogo muda com uma maior lista de engenhocas que alteram a dinâmica dos níveis, a história começa a fazer mais sentido e compreendemos melhor o porquê das difíceis personalidades de cada membro da disfuncional família.

Pode-se dizer que este jogo foi uma autêntica aventura, mas claro, é um jogo muito peculiar que apenas posso recomendar aos que gostam de experimentar coisas diferentes e que não dão muita importância a coisas superficiais como qualidade gráfica.


Pontos Positivos: Pontos Negativos:
  • História profunda e personagens interessantes
  • Muitas horas de jogo e repetição com grande variedade de combinações na construção do veículo
  • Banda Sonora de grande qualidade
  • Controlos imprecisos que por vezes não respondem aos comandos
  • Qualidade gráfica

4/5

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