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Análise: The Lightbringer - NerdCorner

Análise: The Lightbringer

artigo por: TinyKing a: 2021-10-08 às: 11:50:20

Resolver uns puzzles, colecionar cristais e atirar com um bumerangue em slimes enquanto se ouve um pouco de poesia.

The Lightbringer é um jogo de plataformas e puzzles semi-isométrico que te coloca na pele de um jovem sem nome (e sem cara), que tem de repor a luz no mundo que está a ser afetado por uma espécie de corrupção que atacou especificamente os Monólitos, umas arquiteturas ancestrais responsáveis por trazerem vida e luz a estas terras.

O objetivo do jogo é simples, conseguir atravessar pelos vários níveis de cada área, colecionar umas bolinhas verdes que representam a luz do mundo e alcançar o monólito que servem também como uma uma espécie de portais, localizados no final de cada nível e é assim que vamos trazer a luz de volta ao mundo.

Através de uma vista isométrica onde podemos apenas movimentar a câmara na horizontal, ou seja, rodá-la para a esquerda ou para a direita, controlamos o nosso herói por lindos e coloridos cenários enquanto abrimos caminho pelos diferentes níveis e resolvendo diversos puzzles que não são muito complexos, felizmente, os níveis são grandes o suficiente para nos deixarem meio perdidos e com vários esconderijos difíceis de encontrar que vão dificultar a vida aos que têm aquela necessidade compulsiva de apanhar tudo o que houver para apanhar, tirando isso o jogo não nos coloca grandes dificuldades pelo caminho.

É um daqueles jogos que até os mais jovens podem pegar por ser acessível mas, ao mesmo tempo, tem conteúdo capaz de fazer um adulto desesperar por não conseguir encontrar aquela maldita jóiA VERMELHA! Bem, vamos lá acalmar... 

Tirando alguns bugs como morrer quando ainda temos vários corações, ou a física por vezes comportar-se de maneiras estranhas, as mecânicas e os controlos do jogo estão muito bem concebidos, o que faz com que a jogabilidade seja uma experiência agradável e facilita bastante atravessar as secções de plataformas ou lutar contra os slimes utilizando o nosso bumerangue, que serve também para resolver alguns puzzles. Não temos muitas ações ao nosso dispor, para além das coisas comuns como correr, saltar (com duplo salto também disponível), rebolar, pegar em caixas e atirar o bumerangue e apesar de o herói ser o escolhido que vai trazer a luz de volta ao mundo, não dispõe de qualquer poder ou habilidade especial.

Ainda que seja um jogo bem concebido e se jogue lindamente, não existe nada realmente inovador ou original que já não se tenha visto em muitos outros títulos do género. Não existe aquela mecânica que dê uma identidade própria ao jogo, apenas utiliza várias ideias de diferentes títulos que o antecederam e junta-as num pacote muito bem trabalhado e bem apresentado, quer dizer, isto tecnicamente não é a mais pura das verdades, porque existe uma característica única que The Lightbringer apresenta.

O nosso herói não está sozinho nesta aventura, pois tem o espírito da sua irmã a guiá-lo e a aconselhá-lo quando novos desafios se apresentam e a particularidade aqui e o que dá um pouco de originalidade ao jogo, é que a irmã do herói fala sempre em versos, escrito e falado, e a pessoa que lhe dá voz, faz um bom trabalho a dar uma certa mística à personagem. Não se pode dizer que os versos vão ganhar o prémio Nobel da literatura, mas mostra empenho na sua criação. É uma característica engraçada, mas preferia mil vezes ter mecânicas originais que afetassem a jogabilidade.

Como já tinha mencionado o jogo apresenta lindos cenários muito coloridos e bem desenhados e é uma pena a câmara estar bloqueada na posição isométrica (o que é compreensível porque dificulta a perceção dos cenários e nos obriga a explora-los com maior atenção), para compensar esta limitação, foram introduzidos uns... como hei de dizer, uns pontos de interesse digamos assim, marcados com uma bandeira, que nos dão uma vista alargada do cenário e são sempre vistas espetaculares. Infelizmente a banda sonora ficou um pouco aquém do aspeto gráfico, com melodias muito básicas que não ajudam a tornar a nossa aventura num acontecimento épico nem os combates com os bosses em situações tensas e estimulantes, (isto aconteceu enquanto falava com uma pessoa ao telefone que ouviu a música do jogo no fundo e sem saber do que se tratava disse - está aí um telemóvel a tocar?)

The Lightbringer é um jogo de plataformas e puzzles muito bom, que apenas peca por não ser original (tirando aquela coisa dos versos que é engraçado, mas não o suficiente para tornar o jogo numa compra obrigatória). O jogo apresenta bastante conteúdo para vos ocupar durante dois ou três dias, especialmente se tentarem encontrar todos os colecionáveis, é um jogo acessível para os mais novos e ao mesmo tempo apresenta desafios cativantes para os mais experientes.

 


Pontos Positivos: Pontos Negativos:
  • Jogabilidade sólida que torna o jogo numa experiência agradável
  • Níveis bonitos, expansivos e complexos
  • Escrita e trabalho de vozes bem concebidos
  • Falta de Inovação
  • Banda Sonora uns furos abaixo do resto


     

4/5

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