Não estão cansados de ser sempre o herói que salva o mundo e conquista a miúda gira no fim da aventura? Porque não ser o mau da fita que destrói o mundo e conquista um corvo medricas que não se cala?
Pumpkin Jack é um jogo de ação-aventura e plataformas que tenta-nos levar de volta à era dourada dos jogos de plataformas 3D, na pele do Jack Cabeça de Abóbora (tal como o nome do jogo), um individuo tão desonesto e malvado que até conseguiu enganar o próprio diabo, diabo este, que nos envia para derrotar o campeão da humanidade e selar assim o destino do mundo.
Apesar de ser um escape da norma, o enredo não é muito desenvolvido, nem o precisa de ser, desde que faça o suficiente para explicar para aonde vamos e porquê, apenas gostava que tivessem aproveitado melhor o fato de sermos nós o vilão desta história, mas por alguma razão fizeram o herói (que neste caso é o nosso inimigo) uma personagem mais desprezível que o suposto vilão (nós) dando a sensação que somos nós o herói, anulando assim a intenção original, se é para ser maléfico vamos ser maléficos, já dizia a minha avozinha.
Para combatermos as forças do bem temos à nossa disposição as ações habituais como correr, saltar, atacar, rebolar e claro, o duplo salto como ditam as regras, e à medida que vamos avançando no jogo vamos adquirindo várias armas que alteram o nosso padrão de ataque, armas como uma pá (um clássico), uma caçadeira ou uma espada mágica que fala, o que não falta são escolhas. No entanto, o combate é muito básico, não existe qualquer tipo de combinações de ataque porque como acabei de referir, os padrões de ataque são definidos pela arma que temos equipada, mas isso não significa que seja um passeio pelo parque, porque as forças do submundo (que nos atacam apesar de estarmos do mesmo lado) não estão para brincadeiras e se não aplicarmos a nossa única forma de evitar os ataques inimigos que é rebolar, a nossa cabeça de abóbora vai explodir em mil pedacinhos.
Mas esperem, estou a esquecer-me da melhor ferramenta no nosso arsenal, um magnífico e esbelto corvo que por acaso é o corvo mais medroso que tive o prazer de encontrar, mas eu não estava a brincar sobre ele ser uma das nossas melhores armas, porque com um toque de um botão, podemos mandá-lo atacar inimigos deixando-os atordoados por breves momentos, ou destruir objetos que nos estejam a impedir o nosso caminho.
O jogo é composto por seis longos níveis (que demoram entre 40 minutos a 1 hora a passar), cada um com a sua temática e com as suas mecânicas específicas que impedem que o jogo se torne repetitivo, misturando as secções de plataformas e combate, com uma espécie de minijogos onde, por exemplo somos colocados num carrinho de mina a alta velocidade, ou montados num lindo cavalo demoníaco que corre pelo ar. Depois temos também as secções onde o Jack perde a cabeça (literalmente) e tem de a utilizar para atravessar pequenas secções de puzzles (nada muito complicado) de modo a conseguirmos ultrapassar diversos obstáculos que nos impedem o caminho.
Um dos pontos que mais apreciei no Pumpkin Jack, para além do fato de trazido de volta (com sucesso) um dos meus géneros preferidos, é o facto de não se levar muito a sério, com constantes piadas sobre o enredo, personagens e mecanismos presentes habitualmente nos videojogos que nos obrigam a fazer enormes desvios antes de podermos prosseguir com o nosso verdadeiro objetivo, tudo pelo nome da longevidade, o importante é que foram raras as conversas que não me fizeram dar umas gargalhadas fortes.
Pertencendo esta análise a uma edição melhorada para a nova geração, tenho que mencionar as melhorias introduzidas. A versão PlayStation 5, permite-nos escolher entre o modo VISUAL com resolução 4K e Ray-Tracing e o modo PERFORMANCE que possibilita resoluções até 4K e 60fps, aqui vai sempre depender do vosso gosto pessoal, mas eu adorei o upgrade gráfico introduzido pelo modo VISUAL, que consegue dar ainda mais personalidade aos cenários temáticos e não acho que este seja um jogo em que 30 ou 60fps façam a diferença.
Mesmo sem estes upgrades de nova geração, Pumpkin Jack é um jogo com grafismo de qualidade que captura perfeitamente o estilo colorido e animado dos jogos que tenta recriar, especialmente o MediEvil com os seus cenários sombrios, parecidos saídos da mente do Tim Burton. Igualmente impressionante é a banda sonora que capta esta temática sombria de Halloween na perfeição, com algumas melodias bastante conhecidas, inseridas em momentos específicos que me colocaram um sorriso na cara enquanto a contagem do número de vezes que morri ia aumentando (gozar com falta de habilidade de uma pessoa não se faz). Quero deixar só uma pequena nota, que me deixou um pouco desiludido que é a falta de vozes no diálogo das personagens, o que poderia dar-lhes ainda mais personalidade e aproximava o jogo ainda mais, dos títulos que está a recriar.
Adorei jogar um título da Sony dos anos 90 que não foi produzido pelos estúdios da Sony. Apesar de gostar de jogar Remakes de velhos clássicos, nada bate jogar um título novo que capture o espírito dos grandes êxitos da minha infância e isso o Pumpkin Jack faz muito bem.
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5/5 |
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Desloca-te de barco, trepa, interage e explora as bonitas ruinas de um mundo submergido.
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