Esta análise vai ser um pouco diferente daquilo a que estou habituado a escrever, pois estamos a falar de uma versão remastered de um título de 2003, então, vou presumir que quem está a ler esta análise já tem algum conhecimento sobre o jogo, por isso, vou começar primeiro pela minha opinião em relação a esta versão remastered para a Nintendo Switch e só depois, vou falar um pouco (senão temos aqui uma análise para 3 páginas), sobre o jogo em si, até porque, apesar de já conhecer o jogo, foi a primeira vez que tive o prazer de o jogar (para dizer a verdade sempre o quis jogar, mas como é um RPG que consome bastante tempo, andei sempre a adiar e ao aceitar trabalhar nesta análise, foi a maneira que arranjei de me obrigar a jogar haha).
Como disse, vou começar por falar pela própria conversão em si, que apesar de me deixar desapontado em alguns aspetos não deixa de ser na minha humilde opinião, a melhor maneira de jogar este grande jogo (já estou a dar spoiler da minha opinião sobre o jogo).
Sendo este um jogo de 2003 lançado originalmente na Xbox (a original) é de esperar que no departamento visual, o jogo já esteja um pouco ultrapassado, especialmente quando falamos da versão original e como eu tenho a Xbox e o jogo original (a wild gaming collector apears!) joguei às primeiras horas de jogo em ambas as versões, para ter uma melhor perspetiva sobre as melhorias e ainda dei um cheirinho na versão retrocompativel na Xbox Series X (que também não se deixa ficar muito atrás deste remaster Switch). A diferença da versão original para este remaster é do dia para a noite, tanto os modelos das personagens como os ambientes e texturas levaram um face lift HD, o que ajuda bastante a disfarçar a idade que o jogo tem (já vão quase 20 anos), a proporção de tela (aspect ratio) também foi alterado do antigo 4:3 para o atual 16:9 o que não só retira as barras pretas laterais (que estão presentes se jogarem tanto a versão original como a versão retrocompativel da Xbox One/Series numa TV widescreen), como aumenta também o campo de visão (não que seja algo obrigatória neste titulo, mas torna o jogo muito mais apelativo esteticamente), também notei no pormenor das fotos das personagens terem sido melhoradas, algo que não está presente na versão retrocompatível da Xbox (não é nada critico, mas distraí um pouco).
Se ficasse por aqui, este remaster era impecável, 5 estrelas, infelizmente existem vários problemas que o afetam de forma negativa, problemas como o frame rate inconsistente, notável até em áreas com pouco movimento, problemas como certas personagens terem ficado de fora do tratamento HD, que apesar de não acontecer com personagens de importância ainda acontece com um número significativo de NPCs secundários, ou problemas mais pequenos como a mensagem informativa de combate ocupar um terço do ecrã, nada disto impediu-me de desfrutar o jogo, mas como se costuma dizer, são os pequenos detalhes que fazem a diferença. Mas algo que faz a diferença e bastante, são os crashes demasiado constantes que me mandaram para o menu da Switch e que me fizeram perder horas de progresso (sim eu sou daqueles que se esquece de gravar o jogo com regularidade) e isto é algo que considero inaceitável em qualquer jogo, seja ele um jogo novo ou um remaster.
Por isso, se quiseres jogar à melhor versão do Star Wars: Knights of the Old Republic, esta é a versão para ti, (desde que tenhas uma Nintendo Switch, claro), mas também ficas bem servido com a versão retrocompatível da Xbox One/Series. Espero que a Aspyr melhore os problemas técnicos que afetam o jogo com futuras atualizações, especialmente os crashes que acontecem demasiadas vezes, especialmente para um jogo destas dimensões, onde a perda de progresso pode equivaler a horas de jogo.
| Pontos Positivos: | Pontos Negativos: |
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3/5 |
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Vamos agora ao que interessa, o Star Wars: Knights of the Old Republic é um RPG da Bioware, uma mistura entre o estilo de combate da franquia Dragon Age onde controlas indiretamente as tuas personagens e apenas podes escolher que ações elas realizam e o cenário Sci-fi da franquia Mass Effect, mas claro no universo Star Wars, ambas produzidas também pela Bioware, se não conhecem ou nunca jogaram, são jogos ao estilo RPG fortemente focados na história e nas suas personagens com horas e horas de texto e conversas que te deixam a conhecer tudo e todos sobre o universo do jogo, enquanto te permite influenciar o seu destino com base nas decisões que tomas quando confrontado com escolhas múltiplas.
Tu interpretas o papel de um membro da República Galáctica, a cargo de uma Jedi responsável por derrotar o temível Raven, o Lord Sith mais poderoso da galáxia que estava a encostar a República contra as cordas, mas apesar da sua derrota, os Sith continuam a sua conquista da galáxia agora liderados pelo aprendiz do Raven, o Lord Sith Malak.
À medida que a história se desenrola ficamos a conhecer mais sobre os eventos que nos levaram à nossa situação atual e sobre a importância que vamos ter no desempenhar nesta história, sem muitos spoilers, é uma história espetacular com um reviravolta ao nível do Filme "O Sexto Sentido" (I see dead people) e a meu ver envergonha as histórias de qualquer uma das trilogias do grande ecrã (sim não sou grande fã de Star Wars, não me apedrejem por favor).
Após a fase inicial, que ainda consome mais ou menos 10 horas de jogo, somos livres de explorar os 5 planetas disponíveis pela ordem que nos apetecer, mas o esquema de progressão é essencialmente o mesmo para todos os planetas. Após ficarmos a conhecer que temos de encontrar 5 Star Maps para termos uma chance de derrotar os Sith, sempre que aterramos num novo planeta exploramos uma espécie de cidade, onde investigamos possíveis problemas e, mais importante, descobrimos dicas sobre o local do Star Map, depois temos de passar por áreas hostis repletas de inimigos que nos querem ver mortos, até encontrarmos o dito Star Map e avançarmos para o próximo planeta.
O Combate como referi há pouco, é feito automáticamente com animações muito bem concebidas, especialmente no que diz respeito ao combate corpo-a-corpo onde vemos espadas e sabres de luz a chocarem, até o combate com as armas de longo alcance têm a sua piada porque em 10 tiros vemos 2 ou 3 acertarem no alvo, o que até pode ser considerado uma homage aos Stormtroopers que raramente acertam um tiro. Para aumentar as nossas chances em combate temos à nossa disposição, estatísticas de personagens como a Força, a Destreza, etc, que afetam as nossas habilidades em combate de diferentes formas, habilidades passivas que complementam as habilidades de personagem, habilidades ativas que nos permitem executar diferentes tipos de ataques e poderes da Força (tanto Light como Dark) que são de longe os poderes mais divertidos de utilizar e que mais afetam a maré da batalha.
Como referi na parte inicial, o grafismo está ultrapassado (sem grande surpresa), mas o trabalho de vozes e banda sonora são fenomenais e intemporais, e contribuem fortemente para o estatuto lendário que este jogo alcançou.
Este é sem dúvida um daqueles títulos que devias jogar uma vez na vida. Gostas de RPGs, mas não gostas de Star Wars? Joga. Não gostas de RPGs ou de videojogos em geral, mas és fã de Star Wars? Bem vindo ao mundo dos videojogos ou então, pede a um amigo ou familiar para jogar por ti enquanto te maravilhas com esta história brutal no universo que tanto gostas. Gostas de videojogos, de RPGs e de Star Wars? Então não sei do que estás à espera.
| Pontos Positivos: | Pontos Negativos: |
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5/5 |
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Desloca-te de barco, trepa, interage e explora as bonitas ruinas de um mundo submergido.
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